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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Justiça Karmica


Bom dia, meus caros amigos da Liga Arena!

A vida é um espiral de experiências, e em meio a todos os eventos que nos cercam, às vezes nós temos que parar e nos perguntar algumas coisas:
“Eram os deuses astronautas? ”
“O que torna as coisas belas aos meus olhos? ”
“Existe algum real sentido que rege a existência humana? ”
“O que é que eu vou fazer com essa tal liberdade? ”

Referência ao Só Pra Contrariar, é óbvio que este é um artigo do Élcio, né.

Mas, ainda mais importante que todas estas perguntas é o questionamento crucial que todos nós, jogadores de Magic, deveríamos fazer hora ou outra:

“O que me fez perder esse jogo? ”

Deixando de lado toda a mastigação filosófica, falemos de Magic. E, não, esse artigo não é sobre aquela carta que abala amizades no Commander: Karmic Justice. Mas se você joga Commander competitivo talvez este artigo se aplique também a você.

Quando estamos galgando a tortuosa estrada do MTG competitivo é essencial um tanto de reflexão ao final de cada jogo, ou mesmo ao final de cada torneio. A reflexão, junto dos aspectos mais óbvios da evolução como treino, estudo, dedicação, etc., é o que nos tira do patamar mediano e nos leva a ser bons jogadores.

“Mas, Élcio, você é um péssimo jogador. ”

De fato. E é justamente por isso que eu escolhi este tema para o artigo da semana. Porque ao olhar para trás, nos últimos anos nos quais eu tenho tentado evoluir como jogador, percebi que este fator tem me feito muita falta. Eu não sou uma pessoa muito reflexiva, e por não ter essa mentalidade de refletir sobre os meus atos e como eles afetam o meu jogo, por muito tempo, minhas partidas eram como brigas de bar: ou eu acerto um soco no seu nariz e ganho, ou eu me debato como um bagre na lama enquanto você me espanca.

E hoje vejo que o jogo não precisa ser assim. Se podemos melhorar nosso gameplay através de análises críticas sobre quais jogadas nos fizeram perder e quais pontos do jogo foram as reviravoltas que nos garantiram a vitória, isso pode ser extremamente benéfico para nós e para a comunidade de jogadores, se expandirmos o nosso raciocínio para nossos oponentes e promovermos conversas após os jogos.

Então da próxima vez que você tomar uma sova daquele deck que você julgava fraco, ou quando você passar o carro num deck tier 1, não saia simplesmente dizendo que foi azar ou sorte. Não existe uma justiça karmica que impeça que coisas ruins aconteçam com pessoas boas, e vice-versa. Se você ganhou ou perdeu, foi por uma razão. Essa razão pode ser a estatística do improvável fazendo você comprar 6 terrenos seguidos? Evidentemente que pode, mas de qualquer forma é sempre válido tomar um tempo para reflexão após as partidas. Questionamentos como “Será que eu usei aquela remoção na criatura certa?”, “O que teria acontecido se ao invés de anular aquela mágica eu tivesse usado uma cantrip?”  e “Se eu tivesse tal carta no meu sideboard, como teria acabado esse jogo?” são um bom início para melhorar 
o seu jogo e até mesmo o seu pensamento na hora de elaborar um novo deck. Não atribua seus sucessos e derrotas à mera aleatoriedade, e não mantenha suas conclusões sobre o jogo guardadas para si. Quanto mais falamos sobre Magic, mais todos nós aprendemos e melhor fica a comunidade como um todo.


E como diria meu grande amigo Ricardo: Não é só um jogo!


Fica aí o convite para reflexão e no seu passe, raio em mim e o meu Death’s Shadow vira um 8/8.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Dicas do PV

Como melhorar seu playtest antes de um torneio, segundo o Platinum Pro e Hall of Famer CFB Ice, e brasileiro, Paulo Vitor Damo da Rosa!

O vídeo tem uma abertura falando que ele está em Richmond antes do GP e então o que ele acredita serem 3 fatores importantes sobre seu Playtest / treino!

Segue o link :

https://www.youtube.com/watch?v=VE1lYKY9Enk



1.      Não de tanta importância ao placar!

Segundo ele muitas pessoas se importam apenas com os resultados das partidas para determinar
se um match é bom ou ruim, e como a amostragem é pequena, essa informação acaba sendo irrelevante e não importante, e o que se espera desse tipo de treino são informação de “o que aconteceu? Por que aconteceu? O que pode ser feito para melhorar isso? “.
E então o tipo de informação esperada é “Meu oponente anulou todas as minhas ameaças no late game e eu não consegui ganhar”, e então pode-se criar uma estratégia de como contornar isso, como ter mais ameaças ou ameaças mais rápidas para fugir das contra mágicas.

2.      Sempre treine com um propósito!


A ideia nesse ponto é que treinar, ou jogar, apenas por jogar ou ainda de forma exaustiva, não vai trazer nenhum beneficio sobre os jogos que você realmente que treinar contra ou a favor.
Se Deck A perde para Deck B e você quer treinar para isso, treine isso. Se por exemplo seu deck não ganha de Affinity e você quer saber se Stony Silence é o suficiente para virar o resultado, você pode treinar começando com Stony Silence na mão, afinal de contas, os jogos em que você não compra esse card não vai mostrar nada no treino, segundo o PV então treinar com um propósito e pensar em cards específicos com chances especificas de comprar tal card.

3.      Não leve as coisas para o lado pessoal!

Durante um treino, segundo PV, você deve ter liberdade e maturidade de poder dizer aos seus colegas e/ou companheiros, de que Deck A ou B é ruim, sem que isso cause um problema pessoal, dizer que um Deck é bom ou ruim, não quer dizer nada sobre a pessoa que está pilotando-o, não quer dizer que o jogador é bom ou ruim, quer apenas dizer que a escolha de cartas não é boa o suficiente, e que ainda que o deck seja uma criação e seu colega queira MUITO que ele seja funcional, você tem que ter a liberdade de poder falar que não é!



Bom é isso, essas são as dicas de um dos maiores jogadores de Magic de todos os tempos, e acredito que elas podem ajudar muito o seu grupo de treino.